ODIADOS PELA NAÇÃO | E o Comportamento das Massas

Créditos da Imagem: Print de Tela Netflix

“Mais de 200 mil pessoas assinaram uma petição exigindo o despedimento da colunista Jo Powers depois de seu artigo controverso sobre Gwen Marbury”, anuncia o telejornal.

Enquanto a apresentadora termina a escalada, nós acompanhamos uma Jo Powers que, vista daqui, parece bastante tranquila. Ela ironiza ao ser chamada de vaca por um transeunte; ignora as 86 novas menções ao seu nome, aparentes no visor do smartphone; e pergunta zombeteiramente ao entregador que a encontra na frente do seu portão se o objeto que ele tem na caixa é passível de explosão. “É da padaria. Para você”, responde o rapaz.

Era um bolo o que o entregador tinha em mãos. Aberta a caixa, podemos ver um “Fucking Bitch” escrito em glacê. Powers está sendo detonada na internet – e, consequentemente, fora dela também – por ter escrito um artigo deplorável sobre uma cadeirante. O marido adverte-a para que não coma o doce, mas ela parece um tanto faminta e bem disposta a desafiar mentalmente quem quer que lhe tenha feito a “gentileza”. Talvez a jornalista também queira demonstrar a si mesma que não está sendo afetada pelo massacre “virtual” de que é vítima atualmente. As possibilidades são várias.

Tusk, um rapper ganhador de Grammy, está num programa de auditório vendo um fã mirim imitá-lo. Sendo bem afiada, Tusk parece um tanto tosco – com o perdão do trocadilho – ao lidar com os próprios fãs. Basicamente, ele destrata a criança publicamente. O que o rapper pode considerar uma sinceridade nata, indivíduos educados tendem a considerar grosseria. Há, no entanto, que se concordar com ele quando diz que as pessoas não deviam odiá-lo por isso. Só ignorá-lo e não consumir seus produtos já seria um bom castigo. Os espectadores, porém, parecem estar no limite da fúria com o músico.

Desculpa dizer isso assim, mas Powers morreu.

As nossas detetives protagonistas, Karin Parke e Blue Colson, estão agora mesmo na frente da casa da jornalista, apresentando-se uma à outra ao som de sirenes policiais. Enquanto elas conversam, o cadáver da colunista está estendido no meio de sua sala com a garganta cortada e a cabeça quase descolada do corpo. A dúvida que ronda no momento é “quem matou Jo Powers”.

O marido é o primeiro suspeito, por óbvio. Mas Colson, a estagiária, não descarta outras possibilidades e começa a fuçar as menções ao nome da jornalista na internet. Parke, a chefe, no entanto, rejeita a hipótese virtual. “Coisa na internet vagueia com o tempo. É ódio pela metade, não é de verdade”, alega. Mesmo contra a boa vontade da chefe, a dupla decide investigar a opção virtual, além do marido, e encontra a remetente do bolo enviado a Powers: uma professora de criancinhas que havia pedido, em rede social, a morte da jornalista. “Isso é só… É um jogo de hashtag. Você escreve #MorteA e coloca o nome de quem foi idiota. Não é de verdade. É uma brincadeira”, justifica a encabulada professora. Ela não sabe quem começou tudo isso. Só viu a hashtag em algum lugar e embarcou na onda.

Apesar de todas as evidências apontarem para o marido da jornalista como seu assassino, Colson continua investigando a possibilidade virtual e a hashtag mencionada pela professora. “Esqueça isso. A internet vai estar zangada com outra pessoa hoje”, diz Parke. Neste quesito, a chefe não está errada. A internet de fato estava “zangada” com outra pessoa. Como vimos, essa outra pessoa era Tusk, o rapper. A #MorteATusk já havia subido na rede.

Tusk morreu.

Na verdade, neste momento, ele está agonizando às vistas de seu assessor e ajudantes. É socorrido, mas morre na maca da ressonância. Uma abelha-drone cavou um buraco em sua cabeça.

Informadas sobre o caso, as nossas detetives partem para o local de desenvolvimento do Projeto IDA – Inseto Drone Autônomo –, responsável pelas abelhas robôs. Rasmus Sjoberg, diretor do projeto, explica às investigadoras que as abelhas-drone são desenvolvidas para assumir o papel das abelhas naturais, quase extintas; que as drones são movidas a energia solar; que localizam as flores a partir de um “sensor visual básico”; que os programadores apenas programam o comportamento e elas dão conta do resto; que se reproduzem a partir de colmeias produzidas por elas mesmas.

Colson e Parke descobrem não ser impossível haver uma falha de funcionamento no controle das tais abelhas. Tanto não é impossível que elas, as drones, estão sendo utilizadas no assassinato dos polemistas.

Tudo faz parte de um jogo virtual – o Jogo de Consequências – que mede o nível de impopularidade dos vitimados. A #MorteA é uma espécie de spam impulsionado, como uma isca, pronto para ser adotado por usuários das redes sociais insatisfeitos com as condutas das vítimas.  “Escolha a pessoa de quem não gosta e, se muita gente escolher o mesmo nome, essa pessoa vira um alvo”, é a instrução do game. Virtualmente, a #MorteA é usada como uma seta apontada para o alvo escolhido. Na prática, “a seta” são as abelhas. O alvo mais popular é “eliminado” às 17h de cada dia. Para participar do jogo, os cooptados precisam apenas se registrar com nome e foto na rede.

“Alguém está fazendo um inquérito público e matando a pessoa escolhida”, conclui a detetive Parke. É o chamado justiçamento[1]. Os participantes do jogo, todavia, não sabem que ele é real; assim, continuam apontando sem trégua para o próximo alvo.

E o próximo alvo é uma tal Clara Meades. O crime de Meades foi ter simulado fazer xixi em um monumento aos mortos de guerra e postado a foto numa rede social. Agora a equipe de investigadores precisa correr contra o tempo para tentar salvar a vida da impopular jovem.

“Pegaram tudo. Não estamos mais controlando. Pegaram tudo”, diz um Sjoberg aflito enquanto olha para as telas de controle apagadas. É isso: as abelhas robôs foram todas sequestradas para servir ao justiceiro social, idealizador do jogo. Estão sendo todas teleguiadas para eliminar o terceiro alvo.

E foi assim que Clara Meades também morreu.

Mas o episódio não acaba aí. Descobrimos que os drones – financiados pelo governo – também eram utilizados para espionar a população e que, a partir deles, registros visuais foram realizados pelo serviço de segurança governamental. E este foi processo de espionagem utilizado pelo justiceiro social para fazer o reconhecimento facial dos seus alvos.

Quando a informação das três mortes e suas prováveis causas é divulgada pela mídia, é estabelecido o velho e conhecido debate público: aquelas pessoas mereciam ou não o destino a elas dado? Se alguém tivesse que morrer, não seria melhor que a morte viesse para os “imprestáveis”?

“É difícil descrever o que isso faz com você. De repente, tem um milhão de pessoas invisíveis falando como elas te odeiam. É como uma doença mental”, desabafa uma vítima de ataques virtuais para a detetive Karin. “Claro que cometi um erro, mas o jeito como todos adoravam me agredir foi o que mais me incomodou”, continua a impopular. E deixa escapar o nome de quem a livrou do suicídio: um colega chamado Garret.

Garret. Guardemos este nome.

Por agora, abriremos um parêntese para observar que um chanceler não só está na lista do assassino como também é o próximo alvo. Para tentar escapar da morte iminente, o oficial da chancelaria pede à sua equipe que divulgue uma notícia falsa sobre o segundo alvo listado (um suspeito de pedofilia chamado Farrington) para que este alcance o primeiro lugar – e nós já sabemos o que isso significa – e, assim, ganhe-se tempo para a resolução do problema.

Não vamos perder tempo comentando aqui a forma maquiavélica com que alguns políticos entendem rapidamente o funcionamento e lidam com os diversos tipos de jogos.

Voltemos a Garret Scholes, o salvador.

As detetives descobrem que Scholes, além de hacker, é ex-funcionário do departamento dos IDA’s, na Granular. Descobrem também um manifesto de 98 páginas escrito por ele. “Graças à revolução tecnológica, temos o poder de nos revoltarmos e de acusarmos, jorrando ódio sem conseqüências”, declara no manifesto.

O hacker acredita que os indivíduos devam admitir as grandes responsabilidades advindas do poder conferido pela tecnologia. Ainda no manifesto, Scholes compara a população com insetos e acusa a todos de se regozijarem com a crueldade. “Ele diz que quer que todos enfrentem as consequências daquilo que dizem e fazem. Quer forçar as pessoas a isso”, esclarece uma aturdida Colson.

É na lista desse Garret Scholes que consta o nome do tal chanceler.

Mas não apenas o chanceler consta na lista.

Na verdade, todas as pessoas que entraram no Jogo das Consequencias usando a #MorteA – cerca de 387 mil jogadores – também estão listadas. Dito de outra forma: todos os jogadores estão marcados para morrer. E este foi o justiçamento de Garret Scholes.

Para transitar entre a ficção de Black Mirror e a realidade brasileira de 2018, voltemos nosso olhar para Freud, já que ele explica tudo. No livro “Psicologia das Massas e Análise do Eu”, o pai da psicanálise, citando o polímata[2] Gustave Le Bon (1841 a 1931), comenta o comportamento do indivíduo quando inserido em grandes agrupamentos:

“[…] o indivíduo na massa, pelo mero fato de quantidade, adquire um sentimento de poder invencível, que lhe permite entregar-se a instintos que, sozinho, necessariamente teria refreado. Ele terá menos motivos para se refrear quando se considera que, devido ao caráter anônimo e, por conseguinte, irresponsável da massa, desaparece inteiramente o sentimento de responsabilidade que detém os indivíduos.” (LE BON Apud FREUD, 2019, p.43).

Estamos em 06 de setembro de 2018. “O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi vítima, agora há pouco, de um atentado, enquanto fazia campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais”, anuncia Renata Vasconcelos no Plantão da Rede Globo, interrompendo o intervalo da Sessão da Tarde. O candidato, representante brasileiro de Jo Powers e do rapper Tusk – o tosco –, foi agredido a golpe de faca por Adelio Bispo de Oliveira, de 41 anos, às vésperas do feriado da Independência.

Bolsonaro não morreu.

Mas foi por pouco. Não vamos entrar em detalhes técnicos acerca da perfuração da facada, mas cabe dizer que após o atentado o presidenciável precisou passar por “três cirurgias, transfusões de sangue, colocação de bolsa de colostomia (para recolher fezes), complicações como paralisia no intestino, febre e muitas dores”.[3]

E mesmo com a abordagem midiática incansável dos fatos, algumas pessoas (como o ex-presidente Lula[4], do PT) preferiram insistir na tese de que tudo não teria passado de encenação. Tal descrédito era fruto de uma sociedade dividida e sinalizava o comportamento (baseado na pós-verdade) que ronda o cenário eleitoral brasileiro nos últimos tempos. Nesse momento, foram várias as fake news disseminadas na rede por militantes divergentes. As notícias falsas afirmavam desde que o agressor, hoje considerado inimputável por transtorno mental, seria assessor da campanha de Dilma Rousseff – que concorria ao senado por Minas Gerais – até que o próprio candidato teria forjado o esfaqueamento para disfarçar um câncer.

A julgar pelas últimas postagens no Facebook[5], Adelio Bispo, agora recolhido em penitenciária Federal, parece particularmente adepto do que se convencionou chamar de “teorias da conspiração”. Antes do atentado, ele usava a rede social para se manifestar com críticas ferrenhas à Maçonaria, colocando no mesmo pacote maçônico pastores, membros do judiciário e alguns políticos de centro-direita. Com Bolsonaro, a abordagem era mais contundente: o acusado usava expressões como “babaca”, “só merda” e “dá nojo” para acompanhar as publicações que tinham como referência o candidato. Uma dessas publicações era um vídeo que, compartilhado em 02 de julho de 2018 por outro perfil da rede, pedia a “pena de morte do traidor e Judas Jair Bolsonaro”.

A facada foi o justiçamento de Adelio Bispo[6]. Mas ele não surfou na furiosa onda de ódio sozinho. Em um ambiente de extrema polarização, o justiceiro social brasileiro não era o único a desejar a “morte ao fascista”. Como vimos, outros perfis alimentavam a mesma ânsia nas redes. No debate público promovido nas mídias sociais (e fora delas), indivíduos alegavam que tanto a facada quanto a iminente morte do presidenciável seriam justificáveis frente a todas as declarações deploráveis emitidas por ele ao longo de sua carreira parlamentar.

Machado de Assis (1839-1908), escritor brasileiro falecido no início do século passado, já satirizava, em seu tempo, o comportamento arrebatado das massas. No conto literário chamado “O Segredo do Bonzo”, o autor escreveu que:                                          

“Se uma coisa pode existir na opinião, sem existir na realidade, e existir na realidade, sem existir na opinião, a conclusão é que das duas existências paralelas a única necessária é a da opinião, não da realidade, que é apenas conveniente.” (ASSIS, 1850).            

Freud (1956-1959), no livro em que aborda a psicologia das massas (pág. 119), explica que as ligações afetivas presentes neste tipo de aglomerado mostram a “incapacidade de moderação e adiamento”, bem como “a tendência a ultrapassar todos os limites na manifestação das emoções e a descarregá-las completamente na ação.”

Luciano Trigo (2018, p. 34), por sua vez, diz que “as redes sociais estão se tornando veículo para perigosos rituais de justiça sumária e linchamento virtual”. E Manuel Castells (2009, p. 49) afirma que embora certos movimentos se iniciem nas redes, eles carecem do espaço urbano para se tornar factíveis.

Diante das citações, depreende-se que, embora as redes sociais tenham grande relevância no que tange à articulação de grupos organizados para atuar no lugar de um contrapoder a um sistema estabelecido, como defende Castells, é preciso entender que essa mesma rede, no momento em que “amplia os meios de comunicação de massa” – e faz isso à medida que “processa mensagens de muitos para muitos”[7] – dissemina tanto impulsos nobres quanto cruéis, tanto arroubos heróicos quanto covardes[8]; rompantes que tendem a ser descarregados no mundo físico.

Dessa forma, é impossível não concordar com o justiceiro de “Odiados pela Nação”, Garret Scholes, no que se refere à importância da responsabilidade no uso da ferramenta virtual. Não podemos esquecer, afinal, que estamos vivendo na era da pós-verdade[9], momento em que as emoções são mais influentes na tomada de decisões da opinião pública do que os fatos objetivos.

Aliás, foi nessa era de pós-verdade que Moa do Katendê morreu. Com 12 golpes de faca.

Romualdo Rosário da Costa (Moa), ativista cultural, tinha 63 anos quando foi assassinado num bar em Salvador, na madrugada de 08 de outubro de 2018:

“O autor confesso do crime, Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, disse à polícia que o assassinato teve motivação política. De acordo com a declaração que deu às autoridades, Santana, que votou e defendeu o candidato Jair Bolsonaro (PSL), discutia com o dono do local, que votou em Fernando Haddad (PT), quando Moa uniu-se à conversa para também defender o petista. O assassino, então, foi à casa, pegou uma peixeira e voltou ao bar para atacar o capoeirista.” (EL PAÍS, 2018).

A opinião moldada pelas emoções (e disseminada em polaridade política na rede, em 2018) também foi responsável por linchar, virtualmente, jornalistas que ousavam emitir opinião (Miriam Leitão); cantores que escolhiam não se posicionar (Anitta); artistas que se posicionavam (Regina Duarte); empresas que optavam por um lado (Victor Viccenza); maquiadores que abraçavam o outro lado (Augustin Fernandez); youtubers que se pronunciavam (Felipe Neto); booktubers que se calavam (Tatiana Feltrin).

E Charlione Lessa, que morreu.

Não, não; ele foi assassinado[10]. Numa carreata pró-Haddad (PT). Um dia antes do segundo turno das eleições de 2018.

Charlione Lessa Albuquerque tinha 23 anos de idade.

Sem passagem pela polícia.

 

Nossa empreitada de algumas semanas termina aqui. Espero que entendam que tudo o que foi exposto não deságua no mar das verdades absolutas. Nem sei se esta verdade existe de fato. Como disse no início dessa série de ensaios, o ponto de vista aqui empreendido é particular e mínimo.

Obrigada por acompanhar.

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ODIADOS PELA NAÇÃO | E o Comportamento das Massas

Rodapé:

[1] De acordo com o site Jusbrasil – acesso em 11 de novembro de 2019 – justiçamento é a aplicação de pena a alguém ao arrepio da lei. Justiçamento e justiça, portanto, não seriam equivalentes.
[2] Estudioso de várias ciências.
[3] Folha de São Paulo.  Acesso em 09 de novembro de 2019.
[4] Conforme a entrevista publicada pela BBC News Brasil, em 29 de agosto de 2019, na plataforma do YouTube, e realizada pela jornalista Mariana Schreiber. Título do vídeo: Lava Jato não deve ser totalmente anulada, diz Lula em entrevista à BBC. Acesso em 16 de Dezembro de 2019.
[5] Acesso em 28 de outubro de 2019.
[6] Apesar de a PF concluir que Adelio agia sozinho, o próprio Bolsonaro endossa a teoria de que haveria um mandante por trás do crime. Tal hipótese é baseada principalmente na suspeita em torno da contratação dos seus advogados e no fato de o agressor ter sido filiado ao PSOL por alguns anos. Por seu turno, em declarações recentes, Adelio afirmou estar a serviço de Deus. O que ele fez teria sido, portanto, ”uma missão divina”.
[7] CASTELLS, 2017, p. 21-22.
[8]  FREUD, 2019, p. 49.
[9] O Oxford Dictionaries pareceu parafrasear Machado de Assis quando classificou, em 2016, a Pós-verdade como “um substantivo que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.
[10] O crime aconteceu no dia 27 de outubro de 2018, na cidade de Pacajus, Região Metropolitana de Fortaleza. Apesar de as polícias Civil e Militar não terem confirmado a motivação política do crime, a mãe de Charlione, a sindicalista Regina Lessa, diz ter ouvido, no momento do assassinato do filho, as palavras “Treze, não”, de acordo com publicação da Revista Piauí. Pesquisa realizada em 11 de novembro de 2019.

Adna Maria é pernambucana, bibliófila e aspirante a escritora. Tem formação em Jornalismo e Geografia.