ADEUS | Velho Mundo

Créditos: Imagem de Peter H por Pixabay

“Sei que nada será como antes, amanhã”, cantou Milton Nascimento em 1972. O verso, nos dias de hoje, é uma grande legenda para o retrato deste misto de quarentena e Lei Marcial que estamos vivendo e testemunhando. A grande realidade por trás de tudo isso é a de que o mundo está passando por um grande reboot, está sendo reiniciado. 

Nada será como antes. De fato, não será. Fomos surpreendidos (ou não) por uma grande tsunami com nome, sigla, número e patente. Um grande e perigoso (sim) pano de fundo para intentos muito mais inéditos e insanos. “Está tudo sob controle: grande governo, liberdade e vírus”, estampou a revista The Economist na capa de sua edição de 26 de março. Significantes e seus significados em um grande outdoor

É o Big Brother, Brasil! Agora chegou a nossa vez de sermos, definitivamente, confinados, espiados, pontuados… e eliminados (ainda vai levar um tempo, mas não muito). A China com o seu sistema de monitoria e pontuação social está cada vez mais dentro do ex-nosso (se é que algum dia foi… sim, foi) Brasil. O discurso do novo ministro não assusta, apenas comprova o andamento a pleno vapor de uma agenda antiga e muito bem preparada. 

Oh, queridos, este é um mundo selvagem no qual os idosos já não terão mais serventia para a nova normalidade sistêmica que carecerá de mão-de-obra escrava de fato. Infelizmente, a sabedoria dos avós não terá vez no mundo da inteligência e dos muitos relacionamentos humanos artificiais. As reformas trabalhistas e previdenciárias fazem parte do elenco de maldades, assim como o veneno nosso de cada dia encontrado facilmente no supermercado mais perto de sua casa (e daqui para frente, mais do que nunca, no aplicativo mais descolado nos “telemóveis espertos” – me recuso a usar o termo em inglês – que nos tornam cada vez mais zumbis). Pois é, nem Orwell, nem Huxley, e nem George Romero estavam viajando… 

Bem, amigos! Se desliguem das Redes Bobo. Não se deixem angustiar e não se rendam aos senhores do ódio, do medo, e da morte. Procurem estar atentos aos processos. Tenham em mente a importância de nos reposicionarmos neste nada admirável mundo novo, e isso é para ontem. Entendamos que, daqui para frente, tudo será no ambiente virtual. Definitivamente, aqui será o nosso novo habitat. Bem-vindos à caverna do grande dragão apátrida.

Nem azul, nem vermelho. Chegou a hora de buscarmos um lugar nos botes salva-vidas; pois, como escreveu e cantou o genial e brasileiríssimo Bituca (esse sim, deveria fazer uma live por dia) no longínquo ano de 1972: “Nada será como antes.”

E que Jesus nos abençoe com muita saúde, sabedoria, discernimento, e paz. 

Daniel Marco é jornalista independente, pesquisador, podcaster, músico e compositor.