BLACK MIRROR | E as Eleições Presidenciais de 2018 – SOBRE VIDAARTE

Créditos: Imagem retirada do Google. Perfil Integrando Conhecimento.

PARTE I – RESUMO

Para Aristóteles, a arte é uma mera imitação da natureza.

Oscar Wilde discorda. Para este autor, Joseph Turner (1775 a 1851) teria pintado o Grande Nevoeiro de Londres (fato ocorrido em 05 de dezembro de 1952) séculos antes de ele acontecer.

Como vemos, não é recente a discussão sobre a vida imitar a arte, ou vice-versa. Na minha percepção, a disputa entre um e outro pensamento tornou-se ainda mais acentuada com a leitura de “A cor que caiu do céu, do grande Lovecraft.

Os acontecimentos descritos por Lovecraft, nesta obra, parecem compor os cenários de Hiroshima e Nagasaki quando do lançamento das bombas, e de Chernobyl, depois do desastre.

Acontece que Lovecraft publicou seu conto em 1927, ao passo que o bombardeio das cidades japonesas ocorreu em 1945 e o desastre da usina nuclear, em 1986.

Pois bem. É na linha tênue entre ficção e vida real que a série de textos iniciada agora está sendo proposta. Ela tem base no meu Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo; que reuniu, em ensaio, reflexões sobre a série distópica Black Mirror (estreada em 2011) e as Eleições Presidenciais de 2018.

Podemos dizer, então, que este ensaio é sobre ficção, mas também sobre realidade. A minha proposta é de elencar elementos de alguns dos episódios da série para clarear as ideias sobre as ocorrências sociais observadas no último pleito nacional. O contrário também é verdadeiro.

Como escolhi analisar os episódios Hino Nacional, Momento Waldo, Queda Livre, Odiados pela Nação e Engenharia Reversa – cinco no total -, teremos um ensaio por semana.

Aviso ao leitor mais partidário que esta será uma leitura dura. Os meus textos não têm pretensão de acalentar o coração de ninguém. Se você é sensível e tem o estômago frágil, sugiro que não os acompanhe.

Aos que persistirem, agradecerei pela tolerância performada em educação. Se minha intenção não é de acalentar, também não é de insultar. Este é apenas um ponto de vista minúsculo diante da iluminação. Reflitamos; não nos armemos.

Nos vemos na próxima terça, então?

Abraços!

POR ENQUANTO, VEJA OUTROS TEXTOS DESTA SÉRIE:

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BLACK MIRROR | E as Eleições Presidenciais de 2018 – TECNOLOGIA E DEMOCRACIA

HINO NACIONAL | E o Papel da Imprensa nas Eleições Presidenciais de 2018

MOMENTO WALDO | E o Espetáculo Político nas Eleições Presidenciais de 2018

QUEDA LIVRE | E o Político Influencer – Eleições Presidenciais de 2018

ENGENHARIA REVERSA | A guerra de narrativas e o assassinato de reputações

ODIADOS PELA NAÇÃO | E o Comportamento das Massas

Adna Maria é pernambucana, bibliófila e aspirante a escritora. Tem formação em Jornalismo e Geografia.